Equipes

A denominação de Equipe diz ser um grupo de pessoas que se reuniram para conquistar objetivos comuns. Onde cada uma contribui com capacidades e habilidades individuais que ao serem somadas estarão caminhando coletivamente com responsabilidade e propósitos acertados de forma eficiente, otimizada e concisa na conquista de seu objetivo.

Conforme Drucker (2002) afirma, existem três tipos básicos de equipes: a de beisebol, a de futebol  e a de dupla de tênis. A diferença primordial de cada uma delas está naquilo que podem fazer e para que devam ser usadas, mas fundamentalmente, está na diferença de estrutura, nas forças, no comportamento que exigem dos membros, exigências e vulnerabilidades.

A primeira delas é a “equipe de beisebol”. A equipe da linha de montagem de um fábrica e uma equipe cirúrgica que realiza uma operação, por exemplo. Os indivíduos jogam na equipe, mas não em equipe. O anestesista dificilmente vem em auxílio à enfermeira cirúrgica, a equipe de marketing extraordinariamente ia de encontro aos projetistas, que por sua vez, nunca era consultado pelos mesmos. Assim como, o homem da segunda base, que nunca correm em auxílio ao lançador. Ou seja, cada um está na equipe e realiza o seu trabalho, a sua tarefa. Mas nunca vão ao auxílio do seu companheiro.

A segunda delas é a “equipe de futebol”. As equipes de projetos dos fabricantes de automóveis, a unidade hospitalar que se junta às três da manhã para atender um paciente que entrou em choque são exemplos de equipe de futebol. Ou seja, essas equipes trabalham em paralelo, quando o time sobe ao ataque, todos (ou a Maior parte) atacam juntos, quando esse time está sofrendo um ataque, todos ajudam na defesa.

E a terceira delas é a “equipe dupla de tênis”. Esta é a equipe de altos executivos que compõem o “gabinete da presidência” das grandes empresas, ou a equipe que toca num conjunto de jazz, uma equipe com a maior possibilidade de produzir uma genuína inovação. Na equipe de duplas, ao invés de posições fixas, cada um tem posições principais que devem “cobrir” seus companheiros, adequando-se as suas fraquezas e forças e a demandas de variáveis do jogo. Ou seja, eles colaboram entre si de acordo com a necessidade em um determinado momento.

Ainda segundo Drucker (2002), a equipe de estilo “beisebol” tem enorme força, os membros podem ser avaliados separadamente, tendo metas claras e específicas e ser responsabilizado e medido em seu desempenho. Podendo ser treinado e desenvolvido até o limite de suas forças. No entanto, a inflexibilidade desse estilo, que só funcionará bem, quando o jogo tiver sido praticado muitas vezes e a seqüência tiver sido perfeitamente assimilada pelos membros da equipe.

A flexibilidade vem no estilo “futebol”, que permite uma reestruturação rápida e sem grandes prejuízos no momento em que é necessário realizar a substituição de um papel, ou de um membro por um “astro” que com a permissão do líder executará o seu papel com maestria e eficácia devido ao papel que o lider exerceu. Pois de nada vai adiantar se um “astro” não tiver a devida permissão para atuar. Pois os jogadores dependem somente deste chefe para suas ordens, recompensas, avaliações e promoções. É como na equipe de jazz, só será possível identificar um “astro” se esse astro tiver a permissão de seu líder para um “solo”.

As exigências de implantação de equipes de estilo “dupla de tênis” são mais árduas. Deve ser uma equipe pequena, de cinco a sete membros, estes devem ser bem treinados, e treinados em conjunto durante um bom tempo, antes que possam vir a efetivamente funcionar como equipe. É necessário que haja uma meta bem clara, no entanto, uma considerável flexibilidade com respeito ao trabalho e desempenho de cada membro individualmente, onde somente a equipe “realiza” e os membros “contribuem”.

Como são distintas em forma e estrutura, a opção por uma ou outra espécie de equipe não exclui uma da outra. Isso deve ser avaliado na sua formação, realizando o levantamento das necessidades e objetivos que precisaram ser alcançados.

Bibliografia

Drucker, Peter Ferdinandi. Administrando em Tempos de Grandes Mudanças. Edição: 6ª – Thomson Learning, 2002. São Paulo.

Estudos, pesquisas e discussões realizados na disciplina de Gestão de Equipes da Especialização de Engenharia de Projetos em Sistemas de Informação em 2007 com a professora Sônia Braga.

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